{"id":173,"date":"2018-03-23T08:05:53","date_gmt":"2018-03-23T11:05:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/?p=173"},"modified":"2018-03-23T14:23:34","modified_gmt":"2018-03-23T17:23:34","slug":"aprimore-seus-conhecimentos-sobre-analise-termica-e-transicao-vitria-tg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/aprimore-seus-conhecimentos-sobre-analise-termica-e-transicao-vitria-tg\/","title":{"rendered":"Aprimore seus conhecimentos sobre An\u00e1lise T\u00e9rmica e Transi\u00e7\u00e3o V\u00edtrea (Tg)"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-182\" src=\"http:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/ANALISE_TERMICA-1.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/ANALISE_TERMICA-1.jpg 800w, https:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/ANALISE_TERMICA-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/ANALISE_TERMICA-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/ANALISE_TERMICA-1-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p><em>Autor: Andr\u00e9 Zanchetta Garcia,<\/em><br \/>\n<em> MSc. Mestre em Ci\u00eancias dos Materiais formado pela Universidade Federal de S\u00e3o Carlos, com mais de 25 anos de experi\u00eancia em comp\u00f3sitos.<\/em><br \/>\n<em> Diretor T\u00e9cnico da AEPI do Brasil<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3>An\u00e1lise T\u00e9rmica<\/h3>\n<p>Quando um material \u00e9 exposto a uma varia\u00e7\u00e3o de temperatura, podem ocorrer mudan\u00e7as qu\u00edmicas ou f\u00edsicas em sua estrutura, desta forma, o conhecimento do comportamento dos materiais sobre os efeitos resultantes da altera\u00e7\u00e3o da temperatura se mostra importante para diversas finalidades.<\/p>\n<p>Diante desta necessidade de conhecimento das propriedades, ao longo dos anos foram sendo desenvolvidos m\u00e9todos de an\u00e1lise t\u00e9rmica.<\/p>\n<p>De acordo com a Confedera\u00e7\u00e3o Internacional de An\u00e1lise T\u00e9rmica e Calorimetria (ICTAC), an\u00e1lise t\u00e9rmica pode ser definida como: \u201cUm grupo de t\u00e9cnicas nas quais uma propriedade f\u00edsica de uma subst\u00e2ncia e\/ou seus produtos de rea\u00e7\u00e3o \u00e9 medida como fun\u00e7\u00e3o da temperatura, enquanto a subst\u00e2ncia \u00e9 submetida a um programa controlado de temperatura\u201d.<\/p>\n<p>Analisando esta defini\u00e7\u00e3o, percebe-se que h\u00e1 tr\u00eas crit\u00e9rios que devem ser satisfeitos para que uma t\u00e9cnica t\u00e9rmica possa ser considerada como termoanal\u00edtica:<\/p>\n<ol>\n<li>Uma propriedade f\u00edsica deve ser medida;<\/li>\n<li>A medida deve ser expressa como fun\u00e7\u00e3o da temperatura;<\/li>\n<li>Esta medida deve ser feita sob um programa controlado de temperatura.<\/li>\n<\/ol>\n<p>As an\u00e1lises t\u00e9rmicas s\u00e3o interdisciplinares, sendo importantes em v\u00e1rios setores, dentre os quais podemos destacar: Qu\u00edmica, Metalurgia, Cer\u00e2mica, Geologia, Mineralogia, e Oceanografia, Bot\u00e2nica, Agronomia, Ecologia, Tecnologia em Qu\u00edmica e Tecnologia de Alimentos.<\/p>\n<p>As principais t\u00e9cnicas difundidas e utilizadas s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>An\u00e1lise termogravim\u00e9trica (TGA)<\/li>\n<li>Termogravimetria derivada (DTG)<\/li>\n<li>An\u00e1lise t\u00e9rmica diferencial (DTA)<\/li>\n<li><strong>Calorimetria explorat\u00f3ria diferencial (DSC)<\/strong><\/li>\n<li>An\u00e1lise termomec\u00e2nica (TMA)<\/li>\n<li>An\u00e1lise din\u00e2mico-mec\u00e2nica (DMA)<\/li>\n<li>An\u00e1lise de g\u00e1s envolvido (EGA)<\/li>\n<\/ul>\n<p>A <strong>AEPI do Brasil<\/strong> possui em seu escopo acreditado pela CGECRE INMETRO sob n\u00famero CRL 0749 o ensaio de <strong>DSC<\/strong>.<\/p>\n<p>Calorimetria Diferencial de Varredura <strong>(DSC)<\/strong>, onde a propriedade medida \u00e9 a diferen\u00e7a de energia entre a amostra e a sua refer\u00eancia.<\/p>\n<p>As diferen\u00e7as de energia entre a amostra e a refer\u00eancia s\u00e3o devidas \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es que a amostra pode sofrer em fun\u00e7\u00e3o da temperatura a qual est\u00e1 sendo submetida (decomposi\u00e7\u00e3o, combust\u00e3o), mudan\u00e7as de estado (sublima\u00e7\u00e3o, fus\u00e3o) e transi\u00e7\u00f5es cristalinas.<\/p>\n<p>Considerando o DSC de fluxo de calor, eventos relacionados \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas ou \u00e0s mudan\u00e7as de estado f\u00edsico s\u00e3o apresentados em forma de picos. No caso de transi\u00e7\u00f5es de segunda ordem, observa-se mudan\u00e7a da linha de base, sem picos definidos, a qual caracteriza as transi\u00e7\u00f5es v\u00edtreas.<\/p>\n<p>A Transi\u00e7\u00e3o V\u00edtrea (Tg) \u00e9 um importante efeito t\u00e9rmico que pode ser utilizado para a caracteriza\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos e outros materiais amorfos ou semicristalinos (ex.: vidros inorg\u00e2nicos ou alimentos, onde os componentes nos materiais aliment\u00edcios apresentam efeitos similares aos dos pol\u00edmeros). A Tg \u00e9 a propriedade do material onde podemos obter a temperatura de passagem do estado v\u00edtreo para um estado \u201cmale\u00e1vel\u201d, sem ocorr\u00eancia de mudan\u00e7a estrutural. A parte amorfa do material (parte onde as cadeias moleculares est\u00e3o desordenadas) \u00e9 a respons\u00e1vel pela caracteriza\u00e7\u00e3o da Temperatura de Transi\u00e7\u00e3o V\u00edtrea. Abaixo da Tg, o material n\u00e3o tem energia interna suficiente para permitir o deslocamento de uma cadeia com rela\u00e7\u00e3o a outra por mudan\u00e7as conformacionais. Portanto, quanto mais cristalino o material, menor ser\u00e1 a representatividade de transi\u00e7\u00e3o v\u00edtrea.<\/p>\n<p>A Tg trata-se de uma transi\u00e7\u00e3o termodin\u00e2mica de segunda ordem, isto \u00e9, afeta vari\u00e1veis termodin\u00e2micas secund\u00e1rias. Algumas propriedades mudam com a Tg e, portanto, podem ser utilizadas para a sua determina\u00e7\u00e3o. Na curva de DSC, a Tg \u00e9 caracterizada pela mudan\u00e7a de Cp (calor espec\u00edfico, mudan\u00e7a da linha de base, dado em J\/g\u00baC), esta mudan\u00e7a ocorre sempre no sentido endot\u00e9rmico.<\/p>\n<p>As normas ISO 11357, ASTM E1356 e ASTM D 3418 descrevem os procedimentos para a determina\u00e7\u00e3o da Tg por DSC.<\/p>\n<p>Caracter\u00edsticas da Transi\u00e7\u00e3o V\u00edtrea (Tg):<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o envolve transforma\u00e7\u00e3o de fase;<\/p>\n<p>&#8211; Estado v\u00edtreo, estrutura sem mobilidade molecular;<\/p>\n<p>&#8211; A diferen\u00e7a entre o estado v\u00edtreo e o viscoel\u00e1stico \u00e9 a mobilidade das mol\u00e9culas, \u00e9 a mudan\u00e7a de um estado mais ordenado para um estado menos ordenado.<\/p>\n<p>A seguir transforma\u00e7\u00f5es evidenciadas atrav\u00e9s da t\u00e9cnica DSC<\/p>\n<figure id=\"attachment_179\" aria-describedby=\"caption-attachment-179\" style=\"width: 463px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-179\" src=\"http:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/TRANSFORMACOES.jpg\" alt=\"Transforma\u00e7\u00f5es detectadas no DSC\" width=\"463\" height=\"284\" srcset=\"https:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/TRANSFORMACOES.jpg 463w, https:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/TRANSFORMACOES-300x184.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 463px) 100vw, 463px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-179\" class=\"wp-caption-text\">Transforma\u00e7\u00f5es detectadas no DSC<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_176\" aria-describedby=\"caption-attachment-176\" style=\"width: 292px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-176\" src=\"http:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Captura-de-Tela-2018-03-23-a\u0300s-08.00.53.png\" alt=\"Equipamento DSC\" width=\"292\" height=\"207\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-176\" class=\"wp-caption-text\">Equipamento DSC<\/figcaption><\/figure>\n<hr \/>\n<p><em>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/em><\/p>\n<p><em>CALLISTER JR, W. D. Propriedades mec\u00e2nicas dos metais. In: Ci\u00eancia e engenharia dos materiais: uma introdu\u00e7\u00e3o. 5. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2002. p. 422-454).<\/em><\/p>\n<p><em>CANEVAROLO JR, S. V. Ci\u00eancia dos pol\u00edmeros: um texto b\u00e1sico para tecn\u00f3logos e engenheiros. S\u00e3o Paulo: Artiliber, 2002.<\/em><\/p>\n<p><em>CASSU, S. N.; FELISBERTI, M. I. Comportamento din\u00e2mico-mec\u00e2nico e relaxa\u00e7\u00f5es em pol\u00edmeros e blendas polim\u00e9ricas. Qu\u00edm. Nova, S\u00e3o Paulo, v. 28, n. 2, p. 255-263, Mar. 2005.<\/em><\/p>\n<p><em>DAY, D.; HOA, S. V.; TSAI, S. W. Composites Materials: design and applications. 4th. ed. Boca Raton: CRC Press, 2000.<\/em><\/p>\n<p><em>DUBOIS, A. P. Materials Science and Engineering Report, 28(1-2), 1-63 (2000) -Citations : 1012<\/em><\/p>\n<p><em>DUSEK, K. (Ed.). Epoxy Resins and Composites III. Berlin: Springer-Verlag, 1986. (Advances in Polymer Science, v. 78).<\/em><\/p>\n<p><em>FARNHAN, A. G.; SHECTER, L.; WYNSTRA, J., U.S. Patent 2,943,095. Jun. 28, 1960, Union Carbide Corporation<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>A AEPI tem a solu\u00e7\u00e3o para sua necessidade.<br \/>\nEntre em contato conosco.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.aepi.com.br\/\">VISITE NOSSO SITE<\/a><br \/>\nvendas@aepi.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor: Andr\u00e9 Zanchetta Garcia, MSc. Mestre em Ci\u00eancias dos Materiais formado pela Universidade Federal de S\u00e3o Carlos, com mais de 25 anos de experi\u00eancia em comp\u00f3sitos. 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