{"id":496,"date":"2019-08-23T14:29:39","date_gmt":"2019-08-23T17:29:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/?p=496"},"modified":"2019-08-23T14:29:39","modified_gmt":"2019-08-23T17:29:39","slug":"analises-termicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/analises-termicas\/","title":{"rendered":"An\u00e1lises T\u00e9rmicas"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-497\" src=\"http:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/01.jpg\" alt=\"An\u00e1lises T\u00e9rmicas\" width=\"800\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/01.jpg 800w, https:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/01-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/01-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/01-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>A durabilidade dos materiais utilizados para isola\u00e7\u00e3o de maquinas el\u00e9tricas depende de in\u00fameros fatores, tais como: temperatura de trabalho, esfor\u00e7o el\u00e9trico, solicita\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas, exposi\u00e7\u00e3o a produtos qu\u00edmicos, dentre outros.<\/p>\n<p>Estima-se que 25% das falhas em m\u00e1quinas el\u00e9tricas ocorram devido \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o do isolamento el\u00e9trico como podemos observar no gr\u00e1fico<br \/>\nabaixo.<\/p>\n<p>Visando fornecer o suporte necess\u00e1rios aos nossos clientes, com a sele\u00e7\u00e3o do material mais adequado para as mais diversas aplica\u00e7\u00f5es, a AEPI do Brasil realiza, atrav\u00e9s de seu laborat\u00f3rio, an\u00e1lises T\u00e9rmicas de seus isolantes el\u00e9tricos.<\/p>\n<p>Neste sentido, o artigo a seguir explica, de forma did\u00e1tica, a An\u00e1lise T\u00e9rmogravim\u00e9trica (TGA) e a import\u00e2ncia desta t\u00e9cnica como ferramenta.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-498\" src=\"http:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/9f032c6b-45d2-4528-b1f8-c159300cd97a.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"506\" srcset=\"https:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/9f032c6b-45d2-4528-b1f8-c159300cd97a.jpg 600w, https:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/9f032c6b-45d2-4528-b1f8-c159300cd97a-300x253.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p><em>Modos de falhas de m\u00e1quinas el\u00e9tricas (Referencia: AEMC \u00ae Instruments)<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3 class=\"x_null\">AN\u00c1LISES T\u00c9RMICAS<\/h3>\n<p>A An\u00e1lise T\u00e9rmica segundo a ICTA (International Confederation for Thermal Analysis) \u00e9 definida como um grupo de t\u00e9cnicas, atrav\u00e9s das quais uma propriedade f\u00edsica de uma subst\u00e2ncia \u00e9 medida como fun\u00e7\u00e3o da temperatura, enquanto a subst\u00e2ncia \u00e9 submetida a um programa controlado de temperatura. O programa pode consistir em aquecer ou resfriar (din\u00e2mico), ou manter a temperatura constante (isot\u00e9rmica).<\/p>\n<p>A An\u00e1lise Termogravim\u00e9trica ou TGA \u00e9 uma t\u00e9cnica em que a massa (ou peso) de um material \u00e9 medida em fun\u00e7\u00e3o da temperatura ou do tempo enquanto a amostra \u00e9 submetida a um programa de temperatura e atmosfera controladas [Earnest, ASTM STP 997 (1988)]<\/p>\n<p>Os materiais termofixos geralmente exibem perda de massa, que se divide em tr\u00eas categorias: componentes vol\u00e1teis, produtos de rea\u00e7\u00e3o e produtos de decomposi\u00e7\u00e3o. Todos esses processos de perda de massa podem ser caracterizados por TGA para produzir informa\u00e7\u00f5es tais como teor de umidade, solvente residual, composi\u00e7\u00e3o e estabilidade t\u00e9rmica.<\/p>\n<p>O ensaio consiste basicamente em retirar um pequeno peda\u00e7o da amostra, que pode ser p\u00f3, l\u00edquido ou s\u00f3lido em torno de 5 a 25 mg e colocar dentro de um cadinho normalmente de platina que fica suspenso em uma balan\u00e7a anal\u00edtica envolvido por um forno.<\/p>\n<p>Um programa de aquecimento \u00e9 definido em fun\u00e7\u00e3o do tipo de material a ser analisado e as caracter\u00edsticas que pretende ser obtidas, em seguida deve ser ajustado as press\u00f5es dos gases protetivos e da amostra.<\/p>\n<p><em>Curvas t\u00edpicas de TGA e sua derivada DTG s\u00e3o apresentadas na figura 1.<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-500\" src=\"http:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/475f6200-6e6e-495e-9f95-e52ccebaa1c5.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"395\" srcset=\"https:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/475f6200-6e6e-495e-9f95-e52ccebaa1c5.jpg 600w, https:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/475f6200-6e6e-495e-9f95-e52ccebaa1c5-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p><em>Figura 1 \u2013 Gr\u00e1fico de TGA (preto) e sua derivada, DTG (azul)<\/em><\/p>\n<p>Usualmente no eixo horizontal tem \u2013 se a temperatura enquanto que no eixo vertical do gr\u00e1fico \u00e9 apresentado o percentual de massa WT% ao inv\u00e9s da massa total, que se inicia com 100%, proporcionando assim uma f\u00e1cil compara\u00e7\u00e3o entre v\u00e1rias curvas em uma mesma base. A massa e a temperatura s\u00e3o exibidos em fun\u00e7\u00e3o do tempo. Isto permite a verifica\u00e7\u00e3o aproximada da taxa de aquecimento.<br \/>\nAs curvas DTG facilitam a interpreta\u00e7\u00e3o porque ocorre a decomposi\u00e7\u00e3o dos eventos em fun\u00e7\u00e3o do tempo e s\u00e3o mais facilmente observadas.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>APLICA\u00c7\u00d5ES DA TGA:<\/strong><\/p>\n<p>Dentre as in\u00fameras aplica\u00e7\u00f5es existentes da termogravimetria destacam-se:<\/p>\n<ul>\n<li>Calcina\u00e7\u00e3o de comp\u00f3sitos para determina\u00e7\u00e3o de teor de resina com atmosfera controlada<\/li>\n<li>Temperatura de perda de massa (on set point) para an\u00e1lise comparativa de \u00cdndice T\u00e9rmico<\/li>\n<li>Determina\u00e7\u00e3o de teor de umidade<\/li>\n<li>Degrada\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica oxidativa de materiais polim\u00e9ricos<\/li>\n<li>Decomposi\u00e7\u00e3o de materiais explosivos<\/li>\n<li>Desenvolvimento de materiais gravim\u00e9tricos anal\u00edticos (peso constante)<\/li>\n<li>Decomposi\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica ou pir\u00f3lise de materiais org\u00e2nicos, inorg\u00e2nicos e biol\u00f3gicos<\/li>\n<li>Destila\u00e7\u00e3o e evapora\u00e7\u00e3o de l\u00edquidos<\/li>\n<li>Determina\u00e7\u00e3o da press\u00e3o de vapor e entalpia de vaporiza\u00e7\u00e3o de aditivos vol\u00e1teis<\/li>\n<li>Determina\u00e7\u00e3o da umidade, volatilidade<\/li>\n<li>Estudo de desidrata\u00e7\u00e3o e higroscopicidade<\/li>\n<\/ul>\n<p>As principais normas internacionais que estabelecem par\u00e2metros de An\u00e1lise Termogravim\u00e9trica s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>ASTM E 1131<\/li>\n<li>ISO 11358\n<p><strong>EQUIPAMENTO:<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>As faixas de temperaturas para Analisadores Termogravim\u00e9tricos comerciais s\u00e3o tipicamente de temperatura ambiente at\u00e9 1000\u00baC suficiente para a maioria dos comp\u00f3sitos de matriz polim\u00e9rica.<\/p>\n<p>O equipamento utilizado na an\u00e1lise termogravim\u00e9trica \u00e9 basicamente constitu\u00eddo por uma micro balan\u00e7a, um forno, termopares e um sistema de fluxo de gases. A figura abaixo apresenta um desenho detalhado deste instrumento.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-499\" src=\"http:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/213be21b-611d-4c01-8ea0-f7d5186ef1ba.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/213be21b-611d-4c01-8ea0-f7d5186ef1ba.jpg 600w, https:\/\/www.aepi.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/213be21b-611d-4c01-8ea0-f7d5186ef1ba-300x170.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>A Calibra\u00e7\u00e3o do equipamento de TGA normalmente \u00e9 realizada utilizando padr\u00f5es com propriedades ferromagn\u00e9ticas que permitem avaliar a medi\u00e7\u00e3o de temperatura dos termopares.<\/p>\n<p>A AEPI do Brasil disp\u00f5e desse equipamento atendendo principalmente a classe de comp\u00f3sitos e elast\u00f4meros dos mais diversos tipos e aplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Autor do artigo:<br \/>\nAndr\u00e9 Zancheta Garcia, MSc<br \/>\n<em>Diretor T\u00e9cnico AEPI do Brasil<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>Fale Conosco:<br \/>\n(11) 4143-9600<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.aepi.com.br\/\">www.aepi.com.br<\/a><br \/>\n<a href=\"mailto:vendas@aepi.com.br\">vendas@aepi.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A durabilidade dos materiais utilizados para isola\u00e7\u00e3o de maquinas el\u00e9tricas depende de in\u00fameros fatores, tais como: temperatura de trabalho, esfor\u00e7o el\u00e9trico, solicita\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas, exposi\u00e7\u00e3o a produtos qu\u00edmicos, dentre outros. 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